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Agora é o Chipre

Bandeira do Chipre
Como quase toda a gente percebeu, a União Europeia acaba de dar um tiro de grosso calibre no pé.
Ao confiscarem – e não há outra palavra para descrever o acto – parte dos depósitos a prazo colocados nos bancos cipriotas, os governos da Zona Euro destruíram boa parte do que tinha sido conseguido nos últimos meses com o pronunciamento do Sr. Draghi de que o Banco Central Europeu (BCE) faria tudo o que fosse necessário para salvaguardar a moeda única.
Um problema relativamente pequeno e limitado (a insolvência do Chipre) acaba assim por tomar uma grande dimensão desnecessariamente. Ainda por cima, parece que a decisão foi tomada contra a vontade do BCE.

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Apagando o incêndio da Zona Euro

A decisão tomada ontem pelo Banco Central Europeu (BCE) de comprar títulos da dívida dos países que estão sob alçada da troika é um enorme passo para se apagar o fogo da desconfiança que tem devastado a Zona Euro nos últimos dois anos.
Todavia, esta medida garante apenas um suporte de vida; não resolve os problemas que nos puseram a todos nesta situação a nível europeu, nem os males mais particulares de Portugal, Grécia, Irlanda, Espanha, Itália e outros países.
Agora, se os mercados se mantiverem calmos, será a altura para se começar a enfrentar o maior desafio: voltar a pôr a economia a crescer sem recurso às manigâncias da baixa finança.

(Des)União Europeia IV

AOL Defense tem uma análise geopolítica muito interessante sobre o presente e o futuro da Europa, da autoria de Harald Malmgren e Robbin Laird.

Deixo aqui um extracto do último parágrafo, traduzido por mim:

Um período importante da história europeia está a chegar ao fim. O caminho em direcção ao federalismo europeu é o desfecho lógico dos desenvolvimentos dos últimos 20 anos, mas os desafios são difíceis de continuar neste caminho.

Um desfecho mais provável é a desagregação e a reestruturação da Europa.  Sugerimos mesmo que um novo mapa europeu pode surgir, e discutimos este mapa nos termos de três dinâmicas: a formação da Euro-Alemanha, o papel incrementado dos estados nórdicos, forjado em volta do seu destino árctico, e a implosão da Grécia.