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“Lajes Confidencial”

Quase um ano e meio de trabalho, mas muitos mais de estudo e recolha de informações que pareciam levar só a becos sem saída, tiveram no sábado passado o início da sua conclusão.

Muito obrigado às dezenas de pessoas que contribuíram para a série de reportagens “Lajes Confidencial”. Um abraço muito especial para o Pedro Soares, o Ricardo Ferreira, o Miguel Freitas, a Carlota Paim, o Pedro Vidal e o Paulo Pereira.

As duas primeiras partes, já emitidas, e as que se seguirão podem ser vistas na página que indico em baixo. 

https://tvi24.iol.pt/dossier/lajes-confidencial/5bd472300cf2223b6a7abc12

 

Almost a year and a half of hard work, but many more of study and investigation that seemed to take me to dead ends only, are now coming to fruition.

I’d like to thank the dozens of individuals who have contributed to the “Lajes Confidential” series of reports that I authored for TVI. A very special thank you is due to Pedro Soares, Ricardo Ferreira, Miguel Freitas, Carlota Paim, Pedro Vidal e Paulo Pereira.

This series reveals the presence of nuclear weapons and nuclear waste at Lajes Field, the US military base at Terceira island, in the Azores, Portugal. Here’s the web page where all the reports can be seen, right after their broadcast.

https://tvi24.iol.pt/dossier/lajes-confidencial/5bd472300cf2223b6a7abc12

 

They’re back…

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De mansinho, sem que se tenha notado por aí além, os Estados Unidos estão a reforçar a sua presença militar na Europa. Mais significativamente, estão a reforçar a sua presença blindada na Europa.

Este gráfico da Statista mostra que o número de carros de combate e viaturas blindadas ainda não é nada por aí além, mas o que importa aqui referir é que, até há poucos meses, ele estava reduzido a zero, ou quase.

Com o pivot estratégico dos EUA para a Ásia, a Europa estava a tornar-se num cenário secundário para Washington – e nós, portugueses, bem o sabemos, por causa do esvaziamento da base das Lajes -, mas agora as prioridades estão a alterar-se novamente.

O que explica esta marcha-atrás?

A Rússia, claro. A invasão da Ucrânia, o envio de forças para a Síria (que é como quem diz, para o Mediterrâneo) e a posição cada vez mais agressiva que Moscovo (muitas vezes por meios encobertos, outras nem tanto assim) vai tendo relativamente aos países bálticos e aos outros estados europeus que estão na sua fronteira europeia, fez tocar as campainhas de alarme no Pentágono e na Casa Branca.

E Trump? O seu “caso” com Putin irá levá-lo a pôr fim a esta “flexão de músculos” na fronteira leste da NATO?

Duvido. Especialmente agora que se confirma que o novo presidente teve uma “mãozinha” de Moscovo para chegar à Casa Branca. Para não se expor a mais críticas, e mesmo a eventuais tentativas de impugnação, Donald Trump terá de mostrar mais distanciamento relativamente à Rússia do aquele que tem tido até agora.

A não ser que Putin ofereça algo que os EUA tenham muita dificuldade em recusar…

 

 

Anuário de 2016 do CEID

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Ano novo, publicações novas – e mais frequentes (espero).

Tal como aconteceu há um ano, tive agora a oportunidade de publicar um artigo no anuário do Centro de Estudios Internacionales para el Desarrollo (CEID), de Buenos Aires, na Argentina.

Desta vez, a propósito do centenário da I Guerra Mundial, escrevi sobre a influência que a comunicação social tem tido na forma como a Guerra tem sido encarada no Ocidente ao longo dos últimos 150 anos.

Antecipando um pouco daquilo que podem ler a partir da página 127 do anuário, a minha ideia-chave é que o jornalismo deu um contributo decisivo para que seja muito difícil, senão impossível, às democracias modernas triunfarem em conflitos armados prolongados.

O anuário tem muita coisa interessante para ler, especialmente porque apresenta uma perspectiva sul-americana dos grandes acontecimentos internacionais, que só ocasionalmente aparece nos debates portugueses e europeus.

O “Anuário 2016” do CEID pode ser descarregado gratuitamente aqui: ceid-anuario-2016

Estado Islâmico

O Estado Islâmico (EI) é uma daquelas coisas de que muito se fala e escreve, mas de que é difícil dizer algo verdadeiramente esclarecedor. O secretismo do grupo –  a propaganda, para estas coisas, não conta – e a distância enorme que separa a mentalidade de um ocidental comum da de extremistas islâmicos ou baathistas capazes das maiores atrocidades, tornam muito difícil fazer uma análise consequente do EI.

O jornalista da BBC Andrew Hosken, no seu livro “Império do Medo – No Interior do Estado Islâmico”, conseguiu traçar um retrato muito completo da história do EI, desde as suas origens obscuras até à atualidade, e tem o mérito de desmentir algumas ideias feitas que existem sobre a organização, nomeadamente no que diz respeito ao seu relacionamento com a Al-Qaeda.

Há poucos dias entrevistei Andrew Hosken para a TVI e esse trabalho pode ser visto aqui.

Anuário do CEID

Tive recentemente a oportunidade de escrever um artigo sobre a situação portuguesa e europeia para o anuário do Centro de Estudios Internacionales para el Desarrollo (www.ceid.edu.ar), de Buenos Aires, na Argentina. Creio que a publicação está muito interessante e diversificada, pelo que partilho aqui o CEID ANUARIO 2014-2015.

E já agora: muito obrigado a Marcelo Javier de los Reyes, presidente do CEID, pelo convite!

The West and the rest

Niall Ferguson é um historiador muito polémico. Há quem ame, há quem odeie, mas certamente ninguém o pode acusar de ser aborrecido.

Bom exemplo disso mesmo é esta entrevista ao “Expresso”, em que decreta a morte do Ocidente.

A ler. Especialmente se discordar.

Cuba e os EUA

Há poucos dias, tive a oportunidade de entrevistar o dissidente cubano Gullermo Fariñas, aquando da sua passagem por Lisboa.

Fariñas tem uma visão muito crítica do reatamento das relações entre Cuba e os Estados Unidos, mas mesmo assim acredita que a democratização do seu país acontecerá num curto espaço de tempo.

Aqui fica a reportagem que resultou dessa entrevista.

Boas festas!

Desejo festas muito felizes a todos os leitores do blogue e às respetivas famílias.
Tenham um Natal fantástico e um ano novo ainda melhor!

Angola e Portugal

Os problemas nas relações entre Portugal e Angola – que correm muito mais fundo que o mero caso Machete – já chegaram ao The National Interest.

De volta

Após algumas semanas de férias e afazeres vários que me impediram de publicar com a regularidade desejada, volto agora a actualizar este blogue com uma frequência mais rápida. Muito obrigado pela vossa paciência e interesse!