O horror

O blogue “Restricted Data” tem um texto impressionante sobre o desenvolvimento, teste e utilização das bombas incendiárias durante a II Guerra Mundial.

Estes pequenos dispositivos revelaram-se muito mais eficazes do que qualquer outra arma – incluindo a atómica – na destruição do Japão. O seu objectivo era, pura e simplesmente, matar civis e destruir as cidades onde eles viviam. Nada mais.

Hoje isso é muitas vezes esquecido, mas a II Guerra Mundial era mesmo uma guerra total. Nenhum dos lados aceitava menos que a rendição incondicional ou a morte dos seus inimigos, fossem eles civis ou militares.

Não vou entrar na polémica sobre a justeza e necessidade dos bombardeamentos incendiários e atómicos executados pelos Aliados durante o conflito, mas há uma lição que se pode tirar: os estados democráticos fazem a guerra no século XXI com muítíssima mais restrição do que aquela que usaram no passado – e não falo só da II Guerra Mundial.

Guerra é sempre sinónimo de horror, mas entre a bomba incendiária e a bomba guiada por laser há uma diferença abismal: uma serve para matar indiscriminadamente; a outra serve para matar de forma limitada.

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