O Mali é já ali

Já que estamos a falar de crises quase ignoradas, aqui fica mais uma – a rebelião fundamentalista do Mali, que até já deu origem à declaração de independência do “estado” de Azawad. Diz o Intelnews, apoiando-se num artigo da Associated Press, que a França está a tentar convencer os EUA e outros países ocidentais a realizarem uma intervenção militar concertada naquele país.

É claro que não estamos a falar de uma acção de grande escala, com tropas da NATO a entrarem Azawad adentro, mas de algo muito mais limitado e selectivo, como o envio de aeronaves não tripuladas (que Paris já parece estar a fazer) e de equipas de operações especiais, cuja principal função será apoiar e aconselhar o exército maliano e outras forças locais que possam ser congregadas para o combate à rebelião.

O governo de Paris diz estar muito preocupado com a possibilidade de Azawad se tornar num novo santuário da Al-Qaeda, mas é óbvio que também não será desprezível para os seus cálculos o facto de sempre ter considerado esta zona de África como um “quintal” da sua política externa. A França é muito ciosa da sua influência e poder naquelas bandas, e liderar o esforço para eliminar a ameaça fundamentalista que ali se verifica é mais do que uma necessidade – é quase uma obrigação.

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