Maggie e Ron

Durante pelo menos vinte anos, a versão oficial sobre o posicionamento dos Estados Unidos face à Guerra das Falklands (ou Malvinas, se preferir) foi que teria havido neutralidade.
Os norte-americanos encaravam a disputa em torno das ilhas como um resquício anacrónico do desmantelamento do Império Britânico e não estavam dispostos a alienar os militares da Junta argentina, cuja colaboração tanto jeito dava num contexto de Guerra Fria, só para preservar o amor-próprio britânico.
Isto era o que se dizia, mas, como em tantas outras ocasiões, a verdade era outra. O testemunho de John Lehman, secretário da Marinha dos EUA em 1982, mostra-nos até que ponto a realidade divergia da aparência. Num artigo publicado no site do United States Naval Institute, citado pelo The Aviationist, Lehman conta que a Administração Reagan tinha decidido emprestar o porta-helicópteros Iwo Jima à Grã-Bretanha caso esta perdesse um dos seus dois porta-aviões nos combates.
Tudo isto terá sido acertado informalmente com o presidente Ronald Reagan, que terá mesmo recomendado ao secretário da Defesa, Casper Weinberger, “que desse a Maggie (Thatcher) tudo o que ela necessitasse para resolver o problema”.
Este episódio demonstra bem a profundidade da ligação estratégica entre Estados Unidos e Grã-Bretanha, que, no essencial, se mantém 30 anos depois.

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