Guiné-Bissau

O International Crisis Group (ICG) é um dos poucos think thanks internacionais que tem dado alguma atenção à Guiné-Bissau. Na semana passada, publicou mais um relatório sobre a situação político-militar naquele país. O título do documento (“Beyond Turf Wars”) tem um duplo significado, que é rapidamente explicitado pelo ICG: a Guiné-Bissau está a ser vítima da incapacidade dos principais grupos sociais e políticos para resolverem as suas “guerras de território”, o que levou ao golpe de Estado mais recente, de Abril deste ano, e está também está a ser palco de uma guerra de influências entre a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (ECOWAS).

O ICG reconhece que a ECOWAS não tem sido particularmente hábil nas suas tentativas de mediação entre os revoltosos que tomaram o poder e o PAIGC, que é o partido que legitimamente o deveria exercer, mas também não vê alternativa. A CPLP, sob instigação de Portugal e de Angola, não aceita menos do que uma restauração imediata do governo legítimo da Guiné-Bissau, sob a liderança de Carlos Gomes Júnior, o que torna impossível qualquer mediação que envolva a organização dos países lusófonos.

Assim sendo, diz o International Crisis Group, a CPLP deve submeter-se à liderança da ECOWAS e procurar coordenar-se melhor com ela.

Em termos mais simples: sair do caminho e não atrapalhar.

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