Cisão transatlântica

As relações transatlânticas já viram melhores dias, mas também já viram piores (durante a presidência de George W. Bush). No longo prazo, as perspectivas não são famosas, à medida que o foco estratégico dos Estados Unidos se vira para Oriente.

Agora, um discurso do secretário da Defesa britânico, esmiuçado pela AOL Defense, põe as coisas em pratos mais limpos do que é costume. Basicamente, Phillip Hammond diz aos outros membros europeus da NATO para se deixarem de queixinhas e começarem a fazer o que é necessário para garantir a segurança da Europa.

Hammond assume mesmo que vai haver uma repartição de tarefas, e que isso é bom: os EUA vão lidar com a China e o Pacífico; a parte europeia da NATO vai ter de cuidar do seu quintal com pouca ou nenhuma ajuda do outro lado do Atlântico.

O problema é que os europeus não estão disponíveis para gastar mais com a Defesa, bem pelo contrário. A própria Grã-Bretanha, que tanto bate no peito pelo mão do seu secretário, está a realizar um conjunto de cortes brutais nesta área. 

Assim sendo, não se vê como é que vai ser feita a quadratura do círculo. As necessidades de segurança vão aumentar nos próximos anos, como é fácil de perceber, e os meios para as suprir são cada vez menores, porque os políticos tentam desesperadamente tapar os buracos desse enorme náufrago chamado “Modelo Social Europeu”.

Algo me diz que vamos ficar com pouco das duas coisas – pouca segurança e pouco Modelo Social Europeu.

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